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domingo, 10 de julho de 2011

Guerra Feita Fácil - War Made Easy

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Sinópse:

Narrado pelo ator Sean Penn, o filme mostra como a imprensa americana e do governo estadunidense utilizaram a mentira e as mensagens belicistas para justificar uma guerra após a outra durante os últimos 50 anos.

Distorções nos noticiários, mensagens pró-guerra levaram os EUA a ser o país com mais poder bélico sozinho que todas as outras noções juntas, consolidando seu status de Império.

Imagens reveladoras que mostram a maneira sórdida que vários presidentes enganaram seu povo através da mídia corporativa.

Nao esquecendo que guerra é e sempre foi lucro. E esse lucro produz bem-estar para a populaçao americana, pois produz renda, empregos, ecc... ou seja, produz de certa forma consenso politico.

Mostra ainda como foi possivel fazer uma guerra contra o Iraque baseando-se em MENTIRAS!!! e dossier falsos.


Guerras Americanas

Política do Big Stick (Grande Porrete)

Enunciada em 1901 pelo presidente Theodore Roosevelt, resume-se na frase "fale macio e use um porrete", a ele atribuída.

O primeiro exemplo foi o caso do Panamá, então pertencente à Colômbia. A França havia adquirido os direitos para a construção do canal, mas a empresa construtora faliu fraudulentamente. Os EUA viam o canal como um objetivo fundamental, que lhes daria a hegemonia naval entre o Atlântico e o Pacífico; por isso fomentaram a independência panamenha. O canal foi construído pelos EUA, que exerceram um protetorado sobre a área, semelhante à emenda Platt.
GUERRAS

Primeira Guerra Mundial (1914 - 1918)

Antes da guerra, a Europa estava dividida entre a Tríplice Aliança (Alemanha, Áustria-Hungria e Itália) e a Tríplice Entente (Inglaterra, França e Rússia czarista).

A causa imediata do conflito foi o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austríaco, ocorrido em Sarajevo, na Bósnia, em 28 de junho de 1914. O autor do atentado, Gavrilo Princip, era membro dos "Jovens Bósnios", um braço da organização nacionalista sérvia "Mão Negra". A Bósnia havia sido anexada pelos austríacos em 1908, enquanto a Sérvia buscava a unificação da Iugoslávia.

Os sérvios tinham um pacto secreto com a França e a Rússia, pelo qual as duas reagiriam mediante um ataque austríaco. Os sérvios sob essa proteção negaram diversas exigências dos austríacos, que inadvertidamente deflagraram o conflito invadindo a Sérvia. A Itália declarou neutralidade no primeiro ano, entrando posteriormente ao lado da Entente.

Os três primeiros anos da guerra, os EUA exportaram material bélico e alimentos para a Entente. Quando os EUA constataram o desgaste econômico da França e da Inglaterra, enxergaram a possibilidade de assumir o posto de primeira potência, caso a Alemanha fosse derrotada.

Os pretextos para a entrada dos EUA na guerra foram o afundamento de navios americanos por submarinos alemães e o telegrama "Zimmermann", divulgado pela Inglaterra, pelo qual os alemães pretendiam que o México entrasse em guerra contra os EUA, prometendo a devolução dos territórios subtraídos ao México pelos americanos, em caso de vitória.

Em 1917, a entrada dos EUA na França foi massacrante, pois franceses e alemães estavam esgotados por três anos de combates nas trincheiras. Antes do final da guerra ocorreu a Revolução Russa de 1917; os bolcheviques liderados por Lênin firmaram a paz em separado com os alemães. A Alemanha rendeu-se em 1918.

A vitória provocou a transferência do centro financeiro de Londres para Nova York. Os EUA, satisfeitos com o predomínio econômico, decidiram preservar o isolacionismo político e não fizeram nenhuma intervenção política na Europa até a Segunda Guerra Mundial.

Entre Guerras

O declínio do predomínio inglês na América Latina levou ao controle total da área pelos EUA. A crise de 29 levou à ruína os grupos econômicos da América Latina ligados ao capital inglês. Essa elite foi substituída por novos grupos ligados ao capital norte-americano. A ascensão de Getúlio Vargas, através da Revolução de 1930, integra esse quadro. No Pacífico os americanos ampliaram o seu comércio e observaram com cuidado a expansão japonesa na área.

Segunda Guerra Mundial (1939 - 1945)

No início da Segunda Guerra Mundial, os principais protagonistas eram os aliados França e Inglaterra, que enfrentavam o Eixo, composto por Alemanha, Itália e Japão. Os sucessos alemães levaram Hitler a declarar guerra à URSS, em 1941. Nesse mesmo ano, os japoneses atacaram Pearl Harbour, levando os EUA a declarar guerra ao Eixo. Até então os americanos vendiam material bélico e alimentos à França e Inglaterra pelo sistema "cash and carry" (pague e leve).

Com o início do recuo nazista devido às derrotas no norte da África e em Stalingrado, o presidente Roosevelt (EUA), Winston Churchill (1º ministro da Inglaterra) e o ditador soviético Stálin reuniram-se nas Conferências de Teerã (1943) e Yalta (1945). Além de determinar o destino da guerra, esses encontros delinearam as novas fronteiras do mundo, que via surgir uma nova potência, a União Soviética. A guerra acabou com o lançamento das bombas atômicas pelos americanos em sobre Hiroxima e Nagasaki.

Em Yalta, Stálin exigiu o reconhecimento da influência soviética no Leste Europeu, desenhando o mapa da "cortina de ferro". A nova ordem internacional estabelecida opunha o capitalismo ao socialismo, delineando a "Guerra Fria".

Guerra Hispano-Americana (1898)

Em 1823, os EUA criaram a Doutrina Monroe ("A América para os americanos"), que era hostil à qualquer intervenção européia na América. Na época, os países europeus não a levaram a sério.

Cuba era uma colônia espanhola produtora de açúcar, produto que interessava ao mercado interno norte-americano. A violenta repressão espanhola sobre o movimento cubano de independência foi alvo de uma campanha da imprensa americana contra a Espanha.

O navio americano U.S.S. Maine, em "visita de cortesia", inexplicavelmente explodiu no porto de Havana, com a morte de 260 marinheiros. Por esse motivo os americanos declararam guerra à Espanha.

Os americanos venceram e exigiram dos espanhóis a cessão de Porto Rico, no Caribe, e de Guam e Filipinas no Pacífico, pontes para o comércio americano na Ásia. Os espanhóis entregaram as Filipinas por 20 milhões de dólares. Cuba, embora independente, foi submetida à emenda Platt, que admitia a intervenção norte-americana em Cuba sem autorização.

A Guerra Fria (1945 - 1991)

Durante esse período o mundo foi dominado pelo antagonismo entre EUA e URSS. Nos anos 50, durante o governo do general Eisenhower, foi consagrada a Teoria do Dominó, pela qual as fronteiras entre o Capitalismo e o Socialismo eram consideradas definitivas, e nenhum país poderia mudar de lado. Em todos os lugares onde essa ordem fosse ameaçada, ocorreria uma intervenção militar norte-americana. Os soviéticos adotaram uma estratégia semelhante, marcada pelas intervenções na Hungria, Tchecoslováquia e Afeganistão. Os momentos de maior tensão da Guerra Fria foram:

Guerra da Coréia (1950 - 1953) No final da Segunda Guerra Mundial, a Coréia foi ocupada simultaneamente por tropas soviéticas e norte-americanas. Foi estabelecida a divisão do país em duas partes, Norte e Sul, tendo o paralelo 38° como linha divisória. Os guerrilheiros do Norte iniciaram incursões ao Sul. A ONU considerou como agressão os atos da Coréia do Norte, o que permitiu a entrada de tropas americanas. Depois de 3 anos de guerra não houve alteração nas divisas.

Guerra do Vietnã (1945 - 1973) O Vietnã era uma colônia francesa até a Segunda Guerra Mundial. Em 1945, o líder comunista Ho Chi Minh proclamou a República Democrática do Vietnã. Diante da Guerra Fria, os franceses retomaram a Cochinchina e tentaram restaurar o domínio sobre o Vietnã. Em 1954, pelos acordos de Genebra, criou-se a divisão entre Norte (comunista) e Sul (capitalista), ao largo do paralelo 17°. Foi previsto um plebiscito sobre a unificação. Porém, devido a radicalização de ambos os lados, não foi realizado. Assim, o Norte teve apoio da URSS e da China, e o Sul apelou aos EUA. Os americanos intensificaram a sua presença nos anos 60, chegando a 550 mil homens, em 1968. O apoio dos civis aos vietcongs (guerrilheiros comunistas) e as práticas terroristas levaram à derrota dos americanos que começaram a se retirar em 1973. Os americanos rotularam a retirada como "Paz com Honra".

EUA da Guerra Fria A Crise dos Mísseis Em janeiro de 1959, a Revolução Cubana derrubou Fulgêncio Batista e levou Fidel Castro ao poder. A conversão de Cuba ao socialismo surpreendeu os EUA, que tentou invadir Cuba com um exército de exilados cubanos, mas fracassou na invasão da baía dos Porcos. Fidel Castro recorreu a Moscou. Preocupado com um novo ataque dos EUA, Fidel aceitou a instalação de bases de mísseis soviéticos em Cuba. Os americanos fotografaram as bases; em outubro de 1962, o presidente Kennedy publicou as fotos e ameaçou atacar a URSS. Depois de 13 dias tensos, os EUA desistiram de atacar Cuba e os soviéticos retiraram as bases da ilha. O bloqueio decretado por Kennedy dura até hoje.

O Efeito da Crise dos Mísseis Sobre a Amércia Latina Cuba teria sido a primeira pedra do dominó que poderia derrubar as demais. Diante disso os norte-americanos decidiram eliminar a ameaça comunista na América Latina. Uma sequência de golpes de Estado transformou as precárias democracias da América Latina em ditaduras militares. Os principais golpes foram no Brasil (1964), Chile (1973) e Argentina (1976).

A Guerra do Golfo (1991)

Em 17 de julho de 1990, o presidente do Iraque, Sadam Hussein, acusou o Kuwait de quebrar acordos relativos à venda de petróleo. Em 2 de agosto de 1990, o Iraque invadiu e conquistou o Kuwait em uma semana.

A ONU condenou a ação do Iraque. Os EUA, sob o escudo da ONU, colocou 500 mil homens na Arábia Saudita, temendo um avanço de Sadam na zona petrolífera. O general Norman Scwarzkopf, comandante norte-americano, atacou o Iraque em 24 de fevereiro, após o Iraque não ter respondido ao ultimatum da ONU para abandonar o Kuwait.

Sadam aceitou o cessar fogo em 28 de fevereiro. Segundo a estimativa, o Iraque teve 120 mil baixas, entre elas 10 mil civis.

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