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domingo, 10 de abril de 2011

Doutores da Alegria


Sinópse:

Doutores da Alegria é a primeira instituição criada no país para levar solidariedade, humor, carinho, e o lirismo da arte do palhaço para crianças e adolescentes que estão internados em hospitais.

O filme Doutores da Alegria, de Mara Mourão, além de trazer o emocionante universo dos integrantes daquela instituição, mostra como a alegria e brincadeiras engraçadas podem fazer bem e trazer conforto àqueles pequenos seres doentes e com poucos momentos de felicidade em suas vidas.

Além disso, o comovente filme de Mara mostra o papel do palhaço na sociedade, levando-nos a pensar sobre a sua função social. Os próprios palhaços conduzem esse diálogo e discorrem sobre sua profissão.
Suas declarações resgatam a importância do poderoso arquétipo milenar que vem permeando a história da humanidade desde as suas primeiras organizações como sociedade, expressas nas figuras do pajé, do bobo da corte e do próprio palhaço.

São artistas, que durante anos, vêm alterando a ordem padrão das relações sociais, desmontando, sem qualquer agressividade, hierarquias pré-estabelecidas, fazendo rir e levando a pensar.

Graças a essa capacidade de, através do raciocínio lateral, olhar as situações por um outro prisma, eles conferem nova dimensão a momentos difíceis mas inerentes à vida.

Não há nenhuma pieguice na proposta. O que se vê é um engajamento de corpo e alma de 37 pessoas dispostas a levar sorrisos e felicidade a pequenos, muitas vezes em terrível estado terminal.

Com sensibilidade e humor, o filme transporta o público para o dia a dia dos hospitais e capta a transformação nesse ambiente provocada a partir do encontro do palhaço com a criança.

A diretora explica como esse arquétipo pode trazer mudanças para os dias atuais. “O hospital é uma metáfora para a vida, lá estão todas as emoções que também fazem parte do mundo externo, porém colocadas sob uma lente de aumento. E por isso que, quando o palhaço chega a esse ambiente e causa uma modificação, fica claro que é capaz de gerar transformações também em vários outros locais”, afirma.

O filme tem muitas cenas engraçadas, a partir dos encontros e depoimentos tocantes, de momentos passados ao lado dos jovens pacientes, seus pais e médicos. E vai fundo na forma como os palhaços olham para o outro e compreendem a dor e a perda.

A filmagem foi feita de forma quase invisível e, para não inibir as crianças, as câmeras foram cobertas com ursinhos de pelúcia. Assim, os pequenos pacientes olham e interagem com os brinquedos sem perceber que estão sendo filmados.

Através do carinho e suavidade da ação dos “doutores” permite que, em inúmeros momentos, a própria criança possa liderar a história.

Inspirada na experiência do palhaço Michael Christien que em 1986 montou a Clowncar Unit, o grupo foi criado pelo ator e palhaço Wellington Nogueira.

Nogueira explica porque aceitou levar o trabalho do grupo para as telas: “decidimos aceitar o convite para fazer o filme porque todos nós, artistas que trabalham em hospitais, tivemos nosso olhar sobre a vida modificado por essa experiência. Aprendemos o possível e o impossível de maneira mais próxima e real. Assim, tornou-se estratégico para nossa organização dividir com o publico esse olhar, ampliar o alcance dessa ação para que mais pessoas possam ter a oportunidade de mudar sua maneira de ver a vida e o mundo”, detalha o artista, que no Grupo interpreta o Dr. Zinho.

A organização atua em 10 hospitais, sendo 5 em São Paulo, dois no Rio de Janeiro e três no Recife e já visitou mais de 350 mil crianças e adolescentes hospitalizados, desde 1991.

É a única organização do gênero no mundo a contar com um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento próprio, responsável por pesquisar e difundir o conhecimento adquirido.

Graças a ele, seus 35 atores profissionais recebem treinamento específico para executar seu trabalho com cuidado, eficiência e carinho junto aos jovens pacientes

Doutores da Alegria foi o melhor filme do 3º Festival de Cinema Brasileiro de Nova York e o grande vencedor do Festival de Gramado em 2005.

Para assistir a entrevista do Patch Adams (O Médico Palhaço) clique aqui.

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