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segunda-feira, 11 de abril de 2011

A Carne é Fraca

"Se eles tivessem linguagem (humana), seriamos capazes de os matar e comer? Deveríamos cometer estes fratricídios? Que bárbaro abateria e assaria uma ovelha, se essa ovelha invocasse, num pedido afectuoso, que não fosse assassino e canibal ao mesmo tempo?" (Voltaire , Dicionário filosófico)

Sinópse:

Alguma vez você já pensou sobre a trajetória de um bife antes de chegar ao seu prato?

Nós pesquisamos isso para você e contamos neste documentário aquilo que não é divulgado. Saiba dos impactos que esse ato - aparentemente banal - de consumir carne representa para a sua saúde, para os animais e para o Planeta.

A Carne É Fraca é um documentário produzido pelo Instituto Nina Rosa sobre os impactos que o ato de comer carne representa para a saúde humana, para os animais e para o meio-ambiente.

Conta com a participação dos seguintes entrevistados, entre outros:

Éder Jofre, ex-pugilista brasileiro;
Dagomir Marquezi, jornalista brasileiro;
Washington Novaes, jornalista brasileiro.

O efeito nocivo da carne na alimentação humana

"O corpo reflete em si, de forma precisa, a qualidade dos alimentos que recebe. Os processos que nele ocorrem sob a influência de uma alimentação vegetariana são totalmente distintos daqueles sob a influência de uma alimentação carnívora.

A ciência já fez uma importante declaração pública ao reconhecer oficialmente a nocividade da carne para o organismo humano. Mais de três mil especialistas no combate ao câncer reunidos no 17º Congresso Mundial do Câncer, em agosto de 1998, no Rio de Janeiro, associaram o uso da carne vermelha a seis tipos específicos de tumor. Essa constatação objetiva veio somar-se às informações de alguns pesquisadores americanos que, pouco antes, haviam concluído serem os riscos de câncer no intestino três vezes maiores para os que ingerem qualquer tipo de carne do que para os vegetarianos.

Embora o efeito nocivo da carne na alimentação humana fosse há tempos conhecido e seu uso fosse por muitos radicalmente combatido, essas foram umas das primeiras declarações oficiais de grande projeção da ciência ortodoxa ante tema tão decisivo para a saúde e o bem-estar da raça humana.
Pelo seu magnetismo peculiar, o alimento de origem animal introduz no organismo humano determinadas tendências psíquicas , entre as quais o medo, a agressividade, a competitividade e o egoísmo, que devem ser dominadas e transcendidas no ser humano. Pela alimentação vegetariana, a pessoa se torna muito mais capaz de pensamentos coesos e de sentimentos puros e fica mais dócil e maleável à condução do seu próprio eu interno e superior. Por outro lado, quem se alimenta preponderantemente de carne apresenta pensamentos mais impulsivos e um sangue mais pesado e escuro, que carrega em si fortes tendências instintivas.

A alimentação carnívora introduz no organismo elementos que aos poucos se vão transformando em substâncias estranhas, que seguem seu próprio caminho. E, quando as substâncias seguem no corpo seu próprio caminho, elas exercem influência nociva sobre o sistema nervoso, favorecendo o aparecimento, por exemplo, de estados histéricos e epilépticos. Essa tendência pode ser evitada pela alimentação vegetariana, que vitaliza e regenera o sistema nervoso e colabora no fortalecimento interno do ser. A ingestão exclusiva de vegetais propicia a clareza mental, desanuvia o cérebro e facilita a inofensibilidade. Assim, quando decidimos controlar em nós as forças que nos tiram a paz e a harmonia, a adoção do vegetarianismo é indicada. Conjugada com a abstenção de álcool, de fumo e de drogas, traz, ainda, alívio ao corpo e reforça a capacidade de superar obstáculos. As recomendações para deixar de comer carne visam, pois, tanto à ampliação da consciência individual da pessoa, quanto à evolução do ambiente onde ela vive, pois a alimentação vegetariana a torna mais serena, mais afável e menos possessiva.

O argumento de ser a proteína vegetal de qualidade inferior à animal baseia-se em certos preconceitos e dogmas rígidos da ciência, e na maioria das vezes em pesquisas realizadas com produtos vegetais industrializados e refinados, produtos que já perderam suas qualidades mais nobres. Uma dieta vegetariana pura, rica e variada, baseada em cereais integrais, leguminosas, hortaliças, frutas frescas e secas, nozes e castanhas — como nos indica esse livro —, é capaz de fornecer todos os elementos importantes, tais como proteínas e aminoácidos essenciais, carboidratos, óleos, vitaminas, enzimas e sais minerais. Para que a transição, porém, de um sistema alimentar para outro seja equilibrada e sadia, é preferível ir por etapas, respeitar o próprio organismo, evitar extremos e buscar orientações seguras de alguém experiente nesse campo. Nada disso, entretanto, deveria ser motivo para deixar de fazer a transformação quando se percebe essa necessidade. Quem ainda não pode ou não deseja fazê-la de modo integral, que usufrua ao máximo o que de saudável já possa ir incorporando e evite produtos reconhecidamente nocivos.

Muitos dos que deixam de comer carne mantêm em sua dieta produtos de animais, como ovos, laticínios, mas a autora preferiu ater-se à higiene mais completa. Não que esses derivados sejam de todo prejudiciais à saúde, mas devem ser evitados sempre que se almeje purificação mais profunda.

Deve-se , ademais, levar em conta que do ponto de vista ético a alimentação vegetariana tem imenso valor, pois seus adeptos deixam de contribuir para o morticínio constante e em larga escala de animais perpetrado em nossa civilização."

Extraído do livro /Cozinha Vegetariana/ de Caroline Bergerot Editora Cultrix Ltda.

Para ler e assistir outro post (documentário) sobre o vegetarianismo clique aqui.

3 comentários:

  1. Faz muito bem voltar a lembrar de Voltaire! Muito bom o post!
    Abraço!

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  2. Muito obrigado Anita!

    o comentário dos leitores nos inspiram muito...

    Fique com Deus

    Paz e Luz

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