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quarta-feira, 30 de março de 2011

Civilização? Que prepotência!

Da Esquerda para a Direita: Australopithecus, Homo Habilis, Homo Erectus, Homo Shoppings


A ignorância ou ausência de entendimento limita o ser a julgamentos errôneos. Qual o objetivo da vida se não a busca de compreensão? Nascemos para descobrir e aos poucos deixar a condição primária biológica limitada pelos instintos. Passaremos da simples manifestação do DNA para a complexa mutação de informações do Cortéx Cerebral, tal é a lei. (William Schineider Rabelo)

  Toda manifestação humana dentro dos mais variados campos da vida é o reflexo de sua composição interior, vemos na mesa de um empresário a forma com a qual ele organiza seus próprios pensamentos, da mesma forma aplicamos esse conceito as cidades.
A cidade por sua vez é obra de um consciente coletivo, é como abrir um livro contendo todas informações psicológicas de um indivíduo chamado sociedade, nele podemos ver a organização de pensamentos desse ser chamado sociedade, e o engraçado nisso é que vemos as mesmas manifestações do instinto mas de uma maneira racionalizada, é a forma com a qual o ser sociedade conseguiu conter seu lado animal. Temos a hierarquia que na versão animal se chama "o mais forte sobrevive", que "racionalmente" são cargos elevados e importante que se sobrepõe sobre os cargos mais baixos e de "fácil reposição", essa representação que temos de hierarquia é um resquício dos nossos parentes chamados répteis, temos vários outros exemplos desse. O que me fez pensar nesse tema hoje foi a minha humilde constatação da nossa condição animal em termos evolutivos, temos muito mais do instinto do que do racional, por isso nossa tendência a auto-destruição, inclusive essa idéia é ainda mais clara ao vermos quais são nossos meios de ter prazer e felicidade, nossa forma de ser feliz se baseia em alimentar e estimular os desejos instintivos como o uso de drogas, sexo, comida excessiva, violência, entre vários outros, que em um passado distante foram úteis na nossa sobrevivência em um meio hostil para conosco.

  Ao dizer isso não digo que não cometo meus desvios instintivos, aliás esse texto não é uma crítica e sim uma reflexão, quando critico em outros posts comportamentos animalescos eu também cometo um ato de infantilidade racional, pois eu não respeito a nossa condição de semi-animais, ou seja também não tenho a paciência plena, característica de um ser livre de caprichos. Agora qual é o meio ideal para essa transformação? Creio que seria o auto-conhecimento e a busca por entendimento da vida, talvez após um leve gole desse conhecimento entenderíamos o quão infantil é o uso do dinheiro, de estratificação social, do gasto em armamento e por busca de poder, podemos ter um efeito contrário também, um profundo arrependimento de alguns por ter perdido uma vida de desperdício de tempo em jogos de adultos (Banco Imobiliário da vida) e talvez até um pensamento suicida! Por que não manter a curiosidade maravilhosa das crianças com relação ao mundo e sua capacidade de serem livres de preconceitos? talvez porque nos adaptamos ao meio, e esse meio é a sociedade (ou a versão humana da selva).

"Um coelho branco é tirado de dentro de uma cartola. E porque se trata de um coelho muito grande, este truque leva bilhões de anos para acontecer.
Todas as crianças nascem bem na ponta dos finos pêlos do coelho. Por isso elas conseguem se encantar com a impossibilidade do número de mágica a que assistem. Mas conforme vão envelhecendo, elas vão se arrastando cada vez mais para o interior da pelagem do coelho. E ficam por lá. Lá embaixo é tão confortável que elas não ousam mais subir até a ponta dos finos pêlos, lá em cima.
Só os filósofos têm ousadia para se lançar nesta jornada rumo aos limites da linguagem e da existência. Alguns deles não chegam a concluí-la, mas outros se agarram com força aos pêlos do coelho e berram para as pessoas que estão lá embaixo, no conforto da pelagem, enchendo a barriga de comida e bebida:
"— Senhoras e senhores — gritam eles —, estamos flutuando no espaço!"
Mas nenhuma das pessoas lá de baixo se interessa pela gritaria dos filósofos."

"O Mundo de Sofia" - (Jostein Gaarder)

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